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Fevereiro 7, 2025
na mó insondável de todas as manhãs
o tempo, ininterrupto, ciranda seu eterno ruir
esboça, desenha e borra destinos
não raro, também colore
Ela, uma mulher alforriada das vãs eternidades
já bem sabe sobre suas urgências irrevogáveis
seus delicados cataclismos
seus afetos biodegradáveis
e, no desarranjo preciso de todos os dias
entre o que é ocasional e o negro infinito
Ela, uma alquimista por indução de fêmea
tenta coagular o tempo na quinta estação do amor.
11/2020